Mauro Diniz

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Mauro Diniz h

Nascido num dos bairros mais tradicionais do samba, esse carioca de Oswaldo Cruz, aos 4 anos ficava entre as pernas do pai, e deixava todos boquiabertos com a sua habilidade, nos primeiros acordes no cavaquinho. Aos 8 anos, parodiou um samba de seu pai, para ser o samba-enredo do Bloco da Alegria, e ganhou um violão de sua mãe Thereza, pastora da Escola. Mauro dormia embalado pelos sambas antológicos do pai, Monarco da Portela, seu maior ídolo. Assim, seus primeiros passos, na música, foram acompanhados e guiados nada menos que pela Velha Guarda da Portela.

Além de precoce, Mauro Diniz foi autodidata, durante muito tempo. Aos 24 anos comprou seu primeiro cavaquinho, do qual só se separou, ao trocá-lo por um outro, o que pertenceu a Nelson Cavaquinho, que o acompanha até hoje. Em 1982, começou a cursar a Faculdade de Educação Física, mas não completou o curso, devido às seguidas viagens, como integrante da banda da cantora Beth Carvalho. Estudou música com gente competente, como Copinha, o maestro Joaquim Nagle. Indicado pelo maestro e produtor Rildo Hora, estudou piano clássico, harmonia e percepção, com a professora Felícia. Algum tempo depois, se matriculou no CIGAM, um dos melhores cursos de música do Rio de Janeiro, onde concluiu o Curso de Harmonia, Improvisação e Arranjo. Também foi aluno de Ian Guest, que considera o Mestre dos Mestres.

Logo passaria de aluno a professor, com alunos em vários estados do Brasil. Fundou o Curso de Aperfeiçoamento Musical Mauro Diniz (C.A.M.M.D),  e devido aos inúmeros compromissos de gravações, preparou professores para que continuassem seu trabalho. Mesmo de longe, Mauro acompanha o curso, mas pela falta de tempo, hoje ministra apenas com workshops, até que possa voltar às suas aulas normais, e dar conta dos seus quase 100 alunos semanais.

Mauro Diniz gravou 4 discos. O primeiro em 1986, Raça brasileira, com Zeca Pagodinho, Jovelina Pérola Negra, Pedrinho da Flor e Elaine Machado, uma produção de Milton Manhães. Em 1988, surgiu Cantar a paz; e em 1991, Simplesmente Mauro Diniz. Esses trabalhos o destacam entre os mais conceituados e estudiosos cavaquinistas do país. Como compositor, faz jus à veia poética da família – seu avô José Felipe Diniz escrevia poesias na revista mineira As Moças. E teve composições gravadas por nomes como Roberto Ribeiro, Grupo Fundo de Quintal, Nosso Samba, e Monarco, como não poderia deixar de ser! Como músico, tocou em quase todos os discos de samba, e também com Amelinha, Fagner e Ivan Lins.

Seu CD, Samba com realidade, recorda os tempos de Cacique de Ramos e homenageia grandes sambistas, entre eles Mestre Marçal, Roberto Ribeiro, e o Grupo Fundo de Quintal. As sucessivas viagens, em turnê, acompanhando Marisa Monte, atrapalharam  a divulgação programada para esse CD, mas deram-lhe tempo e inspiração para voltar a compor, uma das coisas que mais gosta de fazer.

Fonte: www.maurodiniz.cjb.net

Silas de Andrade gravou Mauro Diniz

LP Fogo de Saudade – 12- Sonho de Rei (Mauro Diniz/ Ratinho) Clique para ouvir

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