Monarco

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MonarcoHildemar Diniz, o Monarco, cantor e compositor carioca, nasceu no bairro de Cavalcanti. Morou também em Nova Iguaçu, mas foi em Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio e bairro de origem da Portela, que teve mais contato com os sambistas da escola. Ali,  ainda criança,  integrou blocos e compôs sambas . Também foi nessa época que surgiu o apelido, Monarco, como o próprio relata:

“Quando cheguei em Nova Iguaçu, pequeno ainda comecei a me enturmar, fugir um pouquinho de casa e conhecer os amiguinhos. Foi quando um camarada tava lendo uma revistinha pequena… Gibi, era um gibi, Super-Homem, que tinha uns negócios… e proferiu essas palavras: “… não sei o quê não sei o quê o monarco não sei o quê…”, aí eu comecei a rir. Achei gozado! Garoto bobo, eu tinha 5 ou 6 anos. Aí ele: “Tá rindo por quê, seu monarco?” Aquilo bateu, ficou como um visgo ali agarrado. Todo mundo vinha, os garotos: “Monarco!”, nas minhas costas me batendo, aí pegou…”

Em 1950, foi convidado a integrar a ala de compositores da Portela, sua grande paixão. E mais tarde, se tornaria  líder da Velha Guarda mais popular do Brasil, além de diretor de harmonia da escola. Monarco nunca conseguiu ganhar uma disputa de samba enredo, mas sempre emplacou sambas de terreiro ou sambas de quadra, como são conhecidos. O mais famoso deles é Passado de glória, que já foi “esquenta” da agremiação em diversos anos e regravado por muitos intérpretes. Sua última disputa de samba enredo foi em 2007, com seu filho Mauro Diniz,  e o presidente da Ala de Compositores da Portela, Júnior Scafura.

O primeiro disco solo – que o revelou também como intérprete – foi lançado em 1976, com sucessos como O quitandeiro (com Paulo da Portela), Lenço (com Francisco Santana),  clássicos depois regravados por grandes nomes da MPB. Outro disco de sucesso, Terreiro, foi lançado em 1980. Em 1995, Monarco ganha reconhecimento internacional com o CD A voz do samba, lançado no Japão, pelo selo Kuarup. Esse disco lhe rendeu um prêmio Sharp de melhor cantor do gênero.

De linhagem nobre no samba, discípulo de Paulo da Portela, Monarco cria melodias apuradas, letras inspiradas,  e figura entre os maiores sambistas da história. Entre seus grandes sucessos estão Vida de rainha, Passado de glória e Coração em Desalinho, em parceria com Ratinho de Pilares, gravada por Zeca Pagodinho. Em 1999, a cantora Marisa Monte produziu o CD Tudo azul. Monarco e a Velha Guarda da Portela participaram junto com  Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho, desse trabalho, que foi um grande divisor de águas, pois ampliou a divulgação das  músicas e da Ala mais tradicional da Azul e Branca de Oswaldo Cruz.

Em 2005, o momento de maior tristeza do bamba. As asas da tradicional Águia, Abre-Alas da Portela, não foram encaixadas  a tempo do desfile, e o último setor e carro da agremiação foram impedidos de desfilar, para não infringir o tempo regulamentar. Ficaram de fora da passarela, nesse ano, justamente os integrantes da Velha Guarda da escola, entre eles Monarco,Tia SuricaCasquinha e tantos outros nobres do samba.

Publicada em 5 de Dezembro de 2003
Fonte: Wikipedia

Silas de Andrade gravou Monarco

LP Fogo de Saudade – 14- Desenlace (Monarco/ Ratinho) Clique para ouvir
LP Fruto da Raiz – 17- Minha Adoração (Monarco/ Ratinho) Clique para ouvir

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